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7 filmes e séries que abordam sobre saúde mental

Os filmes e séries são capazes de proporcionar diversão, emoção e entretenimento, mas também podem informar e conscientizar o público sobre questões relevantes na sociedade. A maioria das produções cinematográficas carrega consigo uma lição ou reflexão sobre a condição humana. Além disso, existe um vasto repertório de obras que concentram sua narrativa principalmente na saúde mental e em seus impactos.

“Estamos caminhando para uma realidade em que falar sobre saúde mental já não é mais um tabu, e o cinema tem um grande potencial de contribuição para este debate”, afirma Ana Tomazelli, psicanalista, CEO do Ipefem (Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas) e autora do livro “Carreira sem Sofrer“. 

Falando sobre saúde mental

Segundo ela, a identificação com as obras cinematográficas são positivas em diversos aspectos. “As pessoas estão cheias de problemas para resolver e com cada vez mais dificuldade de lidar com tudo o que acontece em suas vidas. Ver esses mesmos desafios e dificuldades em um personagem de cinema pode criar identificação, colaborando inclusive para a busca de soluções, como o suporte psicológico profissional”, acrescenta.

Filmes e séries que abordam temas relacionados à saúde mental desempenham um papel significativo, pois ajudam a aumentar a conscientização sobre o tema, desfazendo estigmas e promovendo uma compreensão mais profunda dessas condições. Além disso, ao retratar personagens enfrentando desafios de saúde mental, essas obras podem incentivar diálogos abertos sobre o tema, tanto entre amigos e familiares quanto ao nível social.

Por isso, a seguir, veja 7 dicas de filmes e séries que abordam o tema!

Cena do filme Uma Mente Brilhante
‘Uma Mente Brilhante’ retrata a história do matemático John Nash (Imagem: Reprodução Digital | Imagine Entertainment; Universal Studios; DreamWorks SKG; Image Entertainment)

1. Uma Mente Brilhante (2001)

O drama norte-americano conta a história verídica de um famoso matemático, John Nash. O enredo do longa-metragem percorre sua trajetória acadêmica, a vida ao lado da esposa e como teve que lidar com a esquizofrenia ao longo de sua vida.

John Forbes Nash Jr. é reconhecido como gênio da matemática com apenas 21 anos, e logo começa a dar sinais de esquizofrenia. Ele usa seu conhecimento para tentar compreender se o que ele vê é real ou fruto da esquizofrenia. Após anos de luta contra a doença, o matemático conquista o prêmio Nobel de Economia.

Onde assistir: YouTube, Prime Video, Apple TV e Google Play Filmes e TV.

Classificação: 12 anos.

2. As Vantagens de Ser Invisível (2012)

Baseado no romance escrito por Stephen Chbosky, Charlie (Longan Lerman), um jovem simpático e ingênuo, enfrenta o delicado momento de lidar com o primeiro amor (Emma Watson), o suicídio de seu melhor amigo e sua própria doença mental. Enquanto enfrenta tudo isso, o jovem luta para encontrar um grupo de pessoas com o qual ele se sinta pertencente.

Onde assistir: Netflix, Prime Video e Globo Play.

Classificação: 14 anos. 

Cena do filme Nise - O Coração da Loucura
O filme ‘Nise – O Coração da Loucura’ chama atenção para as práticas manicomiais no Brasil (Imagem: Reprodução Digital | TV Zero)

3. Nise – O Coração da Loucura (2016)

O filme traz uma reflexão sobre a psiquiatria e as práticas manicomiais no Brasil, tendo como fio condutor a batalha da médica Nise da Silveira, uma das precursoras no combate a formas agressivas e desumanas de tratamentos contra transtornos mentais, além de ser uma das primeiras mulheres a atuarem na psiquiatria no país e aluna de Carl Jung, um dos pais da psicanálise.

Por ter se envolvido na luta contra tratamentos abusivos, como eletrochoques e lobotomias, Nise foi “punida” e passou a trabalhar na área de terapia ocupacional, que era menosprezada pelos médicos. Ela viu uma oportunidade de repensar este tipo de terapia, passando a usar a arte como terapia, o que foi um marco no tratamento psiquiátrico oferecido no Brasil até aquele momento.

Onde assistir: YouTube, Prime Video, Star+ e Google Play Filmes e TV.

Classificação: 12 anos.

4. Divertida Mente (2015)

A celebrada animação da Pixar conta a história de Riley, uma garotinha de 11 anos que passa por um momento conturbado em sua vida: a mudança de cidade e de escola, além das transformações presentes na transição da infância para a pré-adolescência. 

O enredo se passa principalmente dentro da cabeça da menina, com a “atuação” de cinco emoções: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo. Ao longo da animação, a vida da jovem vai se transformando radicalmente, e suas emoções tentam retomar o controle da situação após uma grande confusão envolvendo a Tristeza e a Alegria.

Onde assistir: Disney+.

Classificação: Livre.

Cena do filme Preciosa - Uma História de Esperança
‘Preciosa – Uma História de Esperança’ retrata a forte jornada de superação da jovem Precious (Imagem: Reprodução Digital | Lee Daniels Entertaiment; Smokewood Entertainment Studios; Tyler Perry Studios; 34th Street Films)

5. Preciosa – Uma História de Esperança (2009)

Preciosa é baseado no romance Push, de Sapphire, e conta a história de Claireece “Precious” Jones, com apenas 16 anos. A adolescente sofre abuso psicológico da mãe e é abusada sexualmente pelo pai. Além disso, enfrenta discriminação, agressão, opressão e gordofobia no seu dia a dia.

Sem saber ler nem escrever, Preciosa pensa em desistir de tudo, mas vê que pode haver uma chance de mudar de vida estudando em uma escola alternativa. Sob a orientação de sua nova professora, a Sra. Rain, a jovem começa o caminho da autodeterminação e superação.

Onde assistir: Prime Video.

Classificação: 16 anos. 

6. You’re the Worst (2014)

O que se inicia como uma simples comédia romântica, voltada para os millennials, evolui gradualmente para um retrato impactante da depressão clínica, à medida que os desafios enfrentados pela protagonista Gretchen (Aya Cash) ganham destaque central, a partir da segunda temporada.

Suas ausências, momentos de choro e até considerações sobre o suicídio se tornam elementos marcantes na série, persistindo ao longo do tempo, o que mostra que a depressão clínica não é algo que se soluciona da noite para o dia.

Onde assistir: Star+.

Classificação: 16 anos.

Cena da série Atypical
Em ‘Atypical’, acompanhamos Sam e seus desafios para se integrar em um mundo para pessoas neurotípicas (Imagem: Reprodução Digital | Netflix)

7. Atypical (2017)

Essa série é uma comédia dramática, apresentando um protagonista singular. Sam Gardner (interpretado pelo ator Keir Gilchrist) é um jovem diagnosticado dentro do espectro do autismo. Ele enfrenta desafios para se integrar em um mundo projetado para pessoas neurotípicas, cujo desenvolvimento neurológico é considerado “normal” em comparação com indivíduos autistas.

“Atypical” conquistou fãs em todo o mundo ao abordar de maneira sensível e envolvente as dificuldades enfrentadas por Sam, proporcionando uma compreensão e aceitação mais profundas de suas limitações. A série destaca a possibilidade de oferecer apoio e acolhimento às pessoas autistas, reconhecendo e atendendo às suas necessidades de maneira acolhedora.

Onde assistir: Netflix.

Classificação: 14 anos.

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