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Cidades-esponja: conheça conceito que usa ciência para prevenir tragédias como a do RS

Uma pergunta que tem ecoado nesses dias tão duros, com tantas cenas de destruição causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, é: o que as cidades podem fazer para evitar este tipo de tragédia? E uma das ideias mais inovadoras nessa área é a criação de cidades-esponja, desenhadas para absorver um grande volume de água.

O chinês Kongjian Yu, hoje um dos maiores arquitetos do mundo, é o pai do conceito e conversou com o Fantástico em Nova York.

Yu é hoje o consultor do governo chinês. Já projetou obras em mais de 70 cidades, que hoje são capazes de receber mais chuva do que caiu agora no Rio Grande do Sul. Ele explica que há três pontos principais em todos os projetos que ele faz.

  • O primeiro ponto é reter a água assim que ela cai do céu: ele diz que 20% da área de toda fazenda tem que ser reservada para água em sistemas de açudes, para que ela não acabe toda indo pro rio principal. E que tem que haver áreas grandes permeáveis: porosas, não pavimentadas.
  • O segundo é diminuir a velocidade dos rios – “Quando você desacelera a água, você dá a oportunidade pra natureza absorvê-la. Para desacelerar, você usa a vegetação e cria um sistema de lagos”.
  • O terceiro ponto é adaptar as cidades para que elas tenham áreas alagáveis, para onde a água possa escorrer sem causar destruição: criar grandes estruturas naturais alagáveis para que a água possa ser contida por um tempo e, depois, rapidamente absorvida pro lençol freático sem invadir as casas.

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