Portal Realidade

Cohab: a mamata estatal é um esporte nacional

O Ministério Público do Trabalho declinou de sua atribuição, mas remeteu ao Ministério Público de MG uma “notícia de fato instaurada em razão de denúncia sigilosa”, que recebeu através de protocolo naquela instituição. Tanto a denúncia como o MPT reportam Termo de Ajustamento de Conduta Legal em que a Cohab se comprometeu a não mais realizar a admissão de funcionários senão através de concurso público. Ocorre que, ainda que seguidas vezes o governador do Estado tenha manifestado sua determinação de encerrar as atividades da Cohab, lá trabalham, atualmente, 172 empregados, sendo que, desses, 68 são comissionados, que receberam nos últimos meses valores que chegam a R$ 537.523,24/mês, enquanto os 78 concursados, com experiência e qualificação, custaram R$ 525.757,03/mês. Não é uma questão de economia, mas o que a denúncia traz, com nome, endereço, CPF e cargo, representa o sucateamento escancarado da empresa e toda sorte de improbidade administrativa. O documento tem de tudo: tem irmã de um deputado federal que é formada em nutrição e faz parte da “Comissão de Ética da Cohab Minas”, com salários de R$ 20 mil mensais; tem vereador de Barbacena que é servidor do município de Belo Horizonte e trabalha na Cohab; tem contratações por apadrinhamento. Para finalizar, há na Cohab 18 pessoas recebendo como gerentes ou assessor IV, sendo seis concursados e 12 comissionados. Quanto ganha cada um? Não é pouco não. Se alguém for investigar, recomenda-se dar uma passada pelo Jurídico e examinar os critérios de admissão das advogadas em serviço.

você pode gostar também
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.