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Comissão cobra convocação de aprovados em concursos para Educação estadual

Uma comissão que representa aprovados em concursos para os cargos de analista em gestão educacional e assistente administrativo da rede pública de ensino  cobram do governo do Estado a abertura de canal de diálogo para que o Executivo convoque quem ficou no cadastro de reserva. 

A cobrança  é feita por um grupo de 10 aprovados no último concurso para preenchimento de quadro nas duas áreas,  após o Poder Executivo ter realizado o certame para as categorias, em 2022.

Segundo a comissão, a Secretaria de Educação e Esportes do Estado (SEE) apresenta um déficit nas duas áreas de quase 4 mil profissionais, sendo 880 para analista em gestão educacional e mais de 3 mil para assistente administrativos. 

Os concursados reclamam que, no concurso do ano passado, o governo fez a convocação de 584 aprovados, deixando na expectativa outros 7.263 aprovados, de acordo com a comissão que representa os concursados não convocados. 

Ainda de acordo com a comissão, reivindicação é a convocação das pessoas que estão cadastro de reserva. Além disso, eles questionam o Executivo sobre a redução no número dos convocados para todo o Estado.

 Segundo a categoria, a rede pública possui 16 Gerências Regionais de Educação (GREs) e contabiliza 1.056 escolas estaduais distribuídas por Pernambuco.

 De acordo com um representante da comissão, que preferiu não ser  identificado, o governo do estado não dá nenhum sinal se irá convocar os aprovados para preenchimento de vagas remanescentes ou de futuras convocações. Ele cobra um diálogo. 

“No concurso do ano passado foram mais de 500 vagas ofertadas, no qual foram preenchidas 488 para analista e 96 para assistente. O governo zerou os aprovados das vagas no edital, mas pra quem entende a realidade atual da administração da rede pública em Pernambuco, esse número é deficitário. A gente precisa que os demais aprovados que estão no cadastro reserva sejam convocados”, destacou o representante da categoria. 

Ainda segundo ele, o déficit nas categorias escancara a realidade de que professores estão sendo realocados das salas de aulas para setores administrativos, acumulando funções indevidas. 

“Há denúncias de que em várias escolas da Mata Sul não existem efetivamente os cargos de analista e assistente. A gente acredita que isso está sendo suprido por empresas que contratam terceirizadas para sobrepor as funções que possivelmente poderiam ser ocupadas por concursados. Além disso, existem professores fazendo atividades administrativas, pois temos testemunhos informais que dão conta que há docentes sendo realocados da sala de aula para o setor administrativo”, denunciou o representante. 

O que diz o governo 

Procurada pela reportagem do Diario, por nota,  a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) informou que “começará os próximos atendimentos quando concluir as análises que estão sendo feitas para mensurar o real número de profissionais necessários para convocar. É importante lembrar que os atendimentos são feitos considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal e o comportamento da folha de pagamento”, disse em nota.

A pasta ainda informou que “em março, perdeu todo o seu banco de dados devido a um ataque hacker. Desde então, continuaram os esforços para recolher dados e informações precisas”, acrescentou a SEE.

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