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Como foi o Emmy 2023? Homenagem a Matthew Perry, recorde de Elton John, mais diversidade… Veja em 9 pontos

Afora a esperada consagração de “Succession” nas categorais de drama e “O urso” na comédia, o Emmy 2023 foi marcado como uma celebração dos 75 anos do prêmio e de momentos memoráveis da TV americana. Mas também teve zoeira na plateia e no palco, momento emocionante com a lembrança de Matthew Perry, alguns poucos discursos a serem lembrados e a percepção de mais diversidade entre os premiados, em comparação a anos anteriores.

Confira nove momentos de destaque da noite no Peacock Theater.

Mais diversidade

Depois de muitas críticas de as últimas edições do prêmio serem “brancas demais” (#EmmySoWhite), a de 2023 foi considerada uma das mais diversas dos últimos tempos. A começar pela categoria de melhor atriz de comédia, que ficou com Quinta Brunson, de “Abbott Elementary” (no Brasil, no Star+), a segunda atriz negra a receber este troféu. A primeira foi Isabel Sanford, em 1981, por “The Jeffersons”.

Ayo Edebiri, melhor atriz coadjuvante de comédia por “O urso”, foi a terceira mulher negra na história a ser celebrada na categoria – as primeiras foram Jackée Harry, por “227” em 1987, e a também indicada neste ano Sheryl Lee Ralph por “Abbott Elementary”, que venceu em 2022. Aliás, 2023 teve um recorde de mulheres negras concorrendo a este troféu: Jessica Williams, Janelle James, Sheryl Lee Ralph e Ayo.

Depois de quatro indicações, finalmente Niecy Nash-Betts levou uma estatueta para casa, desta vez a de melhor atriz coadjuvante em minissérie, por “Dahmer: um canibal americano”.

“Treta”, uma produção com asiáticos e diversos americanos de ascendência asiática, ajudou o Emmy a ser menos branco desta vez também. O criador, o sul-coreano Lee Sung-jun, foi o primeiro a ganhar as categorias de melhor minissérie, melhor roteiro e melhor direção. Steven Yeun e Ali Wong, melhor ator e melhor atriz em minissérie, também foram os primeiros asiáticos a levaram para casa esses prêmios.

Alerta materno

No segmento piada, a mãe do apresentador da noite, Anthony Anderson, teve papel de destaque. Ela foi uma espécie de sinal vermelho para os premiados que falavam demais no palco. Na hora das piadas iniciais, o comediante bem que avisou que ela estava lá para isso: não deixar ninguém passar do ponto. Jennifer Coolidge pagou para ver. Mesmo prometendo não demorar (“No ano passado eu falei demais e me tiraram do palco”, disse a premiada como melhor atriz coadjuvante de série dramática, que também ganhou na edição 2022), ela fez a cena e obrigou a mãe de Anthony Anderson a levantar sua placa e interrompê-la.

These gays are trying to murder me

A mesma Jennifer também arrancou risadas do público ao fazer referência a uma frase dita por Tania, sua personagem em “The White Lotus”, na segunda temporada da série e que já entrou para o cânone da TV internacional neste século: “these gays are trying to murder me” (“esses gays estão tentando me matar”). No palco, ela dedicou o prêmio a todos os “evil gays” do mundo (gays malvados).

O mafioso favorito

A 75ª edição do Emmy homenageou diversas produções com lugar de destaque na historiografia da TV americana. Uma delas, no entanto, foi celebrada de forma ainda mais especial. “Família Soprano” recebeu aplausos calorosos não somente pelo conjunto da obra, como também por sua maior estrela, o ator James Gandolfini, que interpretou o protagonista Tony Soprano e morreu em junho de 2013. O consultório da doutora Jennifer Melfi, psicoterapeuta do mafioso, foi reproduzido no palco do Emmy, e a atriz Lorraine Braco, que viveu Melfi, e Michael Imperioli, intérprete de Chris Montesanti, sobrinho e comparsa de Tony, relembraram a série (indicada a mais de cem Emmys durante suas seis temporadas) e James, cuja foto estava na mesa de centro do cenário.

Ela arrasa

Niecy Nash-Betts, vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV por “Dahmer: um canibal americano”, da Netflix, finalizou seu discurso agradecendo a uma pessoa essencial em sua carreira… ela mesma.

“Quero me agradecer por acreditar em mim e fazer o que disseram que eu não poderia fazer”, continuou ela. “Quero dizer para mim mesmo na frente de todas vocês, pessoas bonitas: ‘Vá, garota. Você fez isso”, disse a artista, que já havia sido indicada outras quatro vezes. “Aceito este prêmio em nome de todas as mulheres pretas e pardas que não foram ouvidas, mas superpoliciadas, como Glenda Cleveland, como Sandra Bland, como Breonna Taylor. Como artista, meu trabalho é falar a verdade aos poderosos. E, querido, farei isso até o dia em que morrer. Mãe, eu ganhei!”.

EGOT para Elton

Elton John, neste noite, entrou para o seleto grupo a receber o EGOT (os prêmios Emmy, Grammy, Oscar e Tony). O cantor não pode subir ao palco do teatro Peacock para receber o prêmio de melhor programa ao vivo especial de variedade pela transmissão do seu último show (“ele teve que passar por uma cirurgia, mas está bem”, disse um dos produtores), mas “Elton John Live: Farewell From Dodger Stadium” (Disney+) o colocou na história.

Melhores momentos

Nesta edição, os membros da Academia de Televisão listaram os 75 maiores momentos da TV americana. Não deu, claro, para mostrar o vídeo completo desse compilado, mas um trecho relembrou a transmissão do 11 de Setembro, Ellen Degeneres falando na TV que era gay, a série “I love Lucy”, “Breaking bad”, “Sopranos” e o homem pisando na Lua.

Ao fim da transmissão, foi mostrado um trecho do discurso “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King, proferido nos anos 1960 e indispensável na lista da Academia. O dia do Emmy 2023, aliás, 15 de janeiro, foi também o dia em que nascimento do pastor americano e ativista completou 95 anos.

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