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Escolas públicas em MG e no CE concorrem a prêmio internacional de educação

A Escola Municipal Professor Edson Pisani, de Belo Horizonte (MG), e a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Joaquim Bastos Gonçalves, de Carnaubal (CE), são as finalistas brasileiras do World’s Best School Prizes (Prêmio Melhores Escolas do Mundo), considerado o Oscar da educação. As duas unidades são públicas.

Criado no ano passado, a premiação internacional está na segunda edição e oferece o valor de US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) para ser dividido aos vencedores das cinco categorias, dando US$ 50 mil (R$ 242,8 mil) para cada. Nesta edição, 108 países tiveram escolas inscritas no prêmio.

Imagem do vão livre de uma escola, mostrando corredores com salas dos dois lados e um parque com plantas ao centro
Finalista da categoria colaboração comunitária do Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2023, a EM Professor Edson Pisani, em Belo Horizonte, foi criada há 30 anos a pedido da comunidade Aglomerado da Serra – Adão de Souza/PBH

O colégio mineiro é finalista da categoria Colaboração Comunitária, que realiza parcerias com a comunidade para uma educação holística e inclusiva. Concorrem ao prêmio a Spark Soweto (da África do Sul) e a William Henry Burkhart Elementary, de Indianápolis (EUA).

Já a escola estadual cearense concorre na categoria Apoio a Vidas Saudáveis, ao lado de Cardiff Sixth Form College, de Cardiff (País de Gales), e da IMG Academy, de Bradenton, Flórida (EUA).

As outras categorias são: Ação Ambiental, Inovação e Superação de Adversidades. As cinco categorias estão relacionadas aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Os ganhadores serão conhecidos durante uma cerimônia a ser realizada em novembro, ainda sem data definida.

Localizada no Aglomerado da Serra, uma das maiores e mais antigas favelas do Brasil, a Professor Edson Pisani atua ativamente na comunidade, buscando soluções para facilitar a vida dos moradores e, consequentemente, dos estudantes. Algumas das ações são em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Entre as atividades realizadas pela escola estão algumas relacionadas à coleta seletiva de lixo, saneamento básico e mobilidade, com o projeto Mais Favela, Menos Lixo. Com o apoio da comunidade e de parceiros, o colégio conseguiu junto à prefeitura criar uma linha de ônibus que liga a favela ao metrô da capital mineira, facilitando o acesso dos moradores.

https://12ft.io/api/proxy?ref=&q=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Feducacao%2F2023%2F09%2Fescolas-publicas-em-mg-e-no-ce-concorrem-a-premio-internacional-de-educacao.shtml

No Ceará, a Joaquim Bastos Gonçalves se destacou no desenvolvimento de ações para a promoção da saúde mental dos estudantes, principalmente após a pandemia de Covid-19. Levantamento mostrou que cerca de 6% da população estudantil da escola foram diagnosticados com problemas emocionais graves pós-pandemia, incluindo automutilação. Assim, a direção criou o projeto Adote um Aluno, que identifica os estudantes com problemas emocionais e oferece assistência de um psicólogo profissional. Além disso, nas próprias salas de aula são trabalhadas competências socioemocionais.

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O World’s Best School Prizes foi criado pela plataforma T4 Education, que engloba mais de 200 mil professores de mais de cem países, e apoiado pela Fundação Lemann para compartilhar boas práticas que estão transformando a vida dos estudantes e fazendo diferença nas comunidades onde as escolas estão inseridas.

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