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Nísia é confrontada sobre repasses de recursos na Comissão de Saúde, e petistas saem em defesa da ministra

Em audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, teve de esclarecer por qual motivo enviou R$ 51 milhões a mais do que o previsto na portaria original publicada pela pasta para o município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A pergunta foi dirigida à ministra pela deputada Rosângela Moro (União Brasil-SP).

Com o plenário da comissão lotado, o PT escalou a maioria dos deputados da bancada para defender a ministra, que foi atacada por deputados bolsonaristas, como o Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). O policial civil que se tornou influencer a acusou, sem provas, de ser defensora do aborto.

Sob bombardeio do Centrão, e alvo de fogo amigo de alas do PT, Nísia teve de comparecer ao colegiado para responder às perguntas dos parlamentares. Há reclamações de represamento de recursos dos parlamentares e de má gestão dos hospitais públicos, além da escalada da epidemia de dengue.

De acordo com matéria do portal “UOL”, o valor destinado originalmente era de pouco mais de R$ 4 milhões, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). A reportagem acrescentou que semanas depois após a remessa dos recursos, o filho da ministra, Márcio Sampaio, foi nomeado secretário de Cultura de Cabo Frio.

O deputado Jorge Solla (PT-BA), que é médico de formação, rebateu o parlamentar bolsonarista, esclarecendo os casos em que lei federal (Código Penal de 1940) autoriza o aborto. Utilizando o tempo da liderança, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também compareceu para defender a titular da Saúde. Uma claque de agentes comunitários de saúde vaiava a oposição e aplaudia a ministra.

Em sua resposta sobre o episódio de Cabo Frio, Nísia argumentou que o município é o 14º em população no Estado do Rio de Janeiro e estava desassistido na área de saúde. “Muitos estavam havia quatro anos sem receber destinação, este é um exemplo entre vários”, argumentou.

Ela citou outros exemplos de municípios que tiveram o teto de repasses elevado, como Magé, que recebeu R$ 80 milhões, São Gonçalo, R$ 164 milhões, e Duque de Caxias, R$ 210 milhões. Os dois últimos são administrados por prefeitos ligados ao bolsonarismo, lembrou Lindbergh.

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