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Nos EUA, 47% veem motivação política em condenação de Trump …

Quase metade (47%) dos eleitores dos Estados Unidos considera que a condenação do ex-presidente Donald Trump por fraude comercial foi motivada por questões políticas. Já 38% não acreditam que o processo foi influenciado por esse aspecto. Os números são da pesquisa Ipsos Poll realizada de 31 de maio a 1º de junho de 2024. O levantamento foi contratado pelo grupo ABC News. Eis a íntegra da pesquisa (PDF – 146 kB).

Outros 15% não souberam dizer se a decisão do júri do Tribunal de Nova York foi tomada por influência política. A percepção geral do eleitorado se manteve similar, dentro da margem de erro de 3,7 pontos percentuais, desde o 1º levantamento sobre o tema, em 31 de março de 2023, logo depois de Trump ser indiciado por subornar a atriz pornô Stormy Daniels.

Donald Trump foi condenado, em 30 de maio, por falsificar registros comerciais. Ele foi considerado culpado em 34 acusações apresentadas contra ele. O caso envolve o encobrimento de um pagamento a uma atriz pornô para que ela não divulgasse um caso extraconjugal entre os 2. O subornou ocorreu durante a campanha eleitoral que o levou à Casa Branca em 2016.

Com a decisão, Trump se tornou o 1º presidente norte-americano a ser condenado por um crime.

Ainda segundo o levantamento, para 50% dos eleitores dos EUA o veredito do júri nova-iorquino foi correto. Os que discordam da decisão representam 27%. Outros 23% não souberam responder.

A maioria (51%) acredita que Trump cometeu um ato ilegal intencionalmente. Para 12%, o republicano agiu de forma errada, mas sem intencionalidade. Já 19% acham que ele não fez nada de errado.

A pesquisa Ipsos também questionou os norte-americanos se Donald Trump deve desistir de sua campanha presidencial por causa da decisão. A metade (49%) acha que deveria. Para 37%, não deveria. Outros 23% não sabem.

O levantamento entrevistou 781 adultos online por meio do Painel de Conhecimento do Google. A taxa de confiança é de 95%.

ENTENDA O CASO

O 1º julgamento criminal contra o ex-presidente dos Estados Unidos teve início em 15 de abril. Trump foi indiciado em 30 de março de 2023 pelo promotor do distrito de Manhattan, Alvin Bragg. No documento, constam 34 acusações contra Trump por “falsificação de registros comerciais em 1º grau”. Leia a íntegra (PDF, em inglês – 121 kB).

O republicano foi acusado de manipular registros internos de sua empresa, a Trump Organization (Organização Trump, em português) para encobrir os pagamentos feitos a seu advogado, Michael Cohen, que agiu na ocultação de um suposto caso extraconjugal do ex-presidente com a atriz pornô Stormy Daniels.

Cohen efetuou um pagamento de US$ 130 mil a Daniels em outubro de 2016. Posteriormente, enquanto chefiava a Casa Branca, Trump reembolsou Cohen em uma série de pagamentos parcelados processados por meio de sua própria empresa. Essa manobra teria como objetivo evitar um possível escândalo sexual nas semanas finais de sua campanha presidencial.

Durante o julgamento, Cohen afirmou que o republicano aprovou o pagamento a atriz pornô. Também admitiu ter roubado a Trump Organization por estar descontente ao ter perdido o bônus anual da empresa depois de ter enviado os US$ 130 mil a Daniels. O advogado disse ter desviado da Trump Organization US$ 30.000 de um pagamento de US$ 50.000 que deveria ser realizado para uma empresa de tecnologia.

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