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Polícia Civil reconstitui últimos passos antes de romeiro desaparecer entre SP e MG

Desaparecimento

Um romeiro que saiu de Varginha com destino a Aparecida está desaparecido. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele desapareceu na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.

Segundo integrantes da romaria, o idoso se chama Pedro Donizeti Francisco e é morador da região da Ilha do Salto, zona rural de Varginha. Esta é a segunda vez que ele participa da caminhada.

Romeiro que saiu de Varginha com destino a Aparecida desaparece na divisa entre MG e SP — Foto: Reprodução

Romeiro que saiu de Varginha com destino a Aparecida desaparece na divisa entre MG e SP — Foto: Reprodução

A princípio, os bombeiros informaram que a vítima teria 77 anos. No entanto, a família relatou a idade de 69 anos.

Romeiros que estavam no local tentaram encontrar o integrante da romaria, que saiu na quarta-feira (20) com destino ao Santuário de Aparecida. O idoso teria desaparecido por volta de 13h de segunda-feira (25).

Segundo integrantes da romaria, o idoso saiu com o grupo da “Romaria do Zuca” na companhia de dois filhos e um neto. Os filhos e integrantes da organização ajudaram nas buscas.

A família registrou um boletim de ocorrência do desaparecimento do romeiro na delegacia da Polícia Civil em Guaratinguetá (SP).

A Polícia Civil fez nesta terça-feira (2) a reconstituição dos últimos momentos antes do romeiro Pedro Donizeti Francisco desaparecer entre MG e SP, na Serra do Piquete. O idoso de Varginha (MG) desapareceu há mais de uma semana quando tinha como destino a cidade de Aparecida (SP). A família de Pedro e o Corpo de Bombeiros chegaram a realizar buscas, mas não encontraram o romeiro.

Os trabalhos da Polícia Civil de SP tiveram início com a oitiva do filho de Pedro Donizeti Francisco, Pedro Augusto Francisco, que estava junto com o pai momentos antes do desaparecimento do romeiro.

“Fizemos a oitiva para que ele nos explicasse detalhadamente a dinâmica de como os fatos aconteceram. A ideia, nós fizemos uma filmagem dele, para a gente conseguir concretizar exatamente como a dinâmica desse desaparecimento aconteceu”, explicou o delegado de Piquete, Marcelo Vieira.

De acordo com o delegado, não existe nenhuma suspeita criminal até o momento e foi instaurado o chamado procedimento de investigação de desaparecidos.

“A ideia também é concretizar bem rapidamente como os fatos aconteceram, o Pedro [filho do romeiro] está nos ajudando. A gente vai fazer uma reconstituição com o Instituto de Criminalística Paulista para entender exatamente como foi a dinâmica da descida deles pela trilha, a separação dos dois, o não encontro. [Vamos fazer a] fixação de pontos, a gente vai subir um drone para fixar esse ponto, a gente vai tentar concretizar o local e a dinâmica de como os fatos aconteceram”, disse o delegado.

O filho do romeiro acompanhou os trabalhos da Polícia Civil. Pedro Augusto Francisco disse que se separou do pai por instantes, para ir ao banheiro, e não o encontrou mais.

“Foi um momento de segundos em que pedi para ele esperar um pouco, na hora que voltei ele já não estava no local. Na minha cabeça, achei que ele tinha descido e continuado a trilha, mas quando cheguei perto da gruta, perguntei e ninguém viu. Voltei a serra inteira e nem sinal. Vivo ou morto a gente tem que encontrar para não ficar essa coisa na cabeça da gente, de onde ele foi”, falou o filho do romeiro desaparecido.

Alarmes falsos

Antes do início dos trabalhos da Polícia Civil, familiares do romeiro faziam buscas para tentar encontrar o idoso. A procura foi paralisada, no entanto, devido aos “alarmes falsos” que chegavam como possíveis informações sobre o paradeiro do varginhense.

“A gente teve um alarme falso de ir lá em Aparecida. Pegamos o carro, tocamos pra lá, chegamos lá, mas ninguém viu, ninguém sabe. Agora a gente também encerrou as buscas, porque não tem onde procurar mais. É uma coisa muito triste, mas não tem outra saída”, afirmou Pedro Augusto Francisco, filho do romeiro.

Após alarmes falsos, filho suspende buscas por romeiro que desapareceu entre MG e SP: ‘não tem outra saída’ — Foto: Reprodução/EPTV

O Corpo de Bombeiros informou que as buscas foram suspensas no sábado (30). Segundo os militares, a partir de agora, os trabalhos ficam a cargo da Polícia Civil.

Quem tiver informações sobre o paradeiro do romeiro desaparecido, pode informar as autoridades na base mais próxima da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. O contato pode ser feito também por telefone, com a PM pelo 190 ou com os bombeiros pelo 193.

Dificuldade de informação

Assim como a família, os bombeiros também alertaram que a falta de informações é a principal dificuldade encontrada pela equipe. Além de serem mínimas, os alarmes falsos também prejudicam o trabalho de buscas.

“A principal problemática da gente, a principal dificuldade é a informação, porque as informações são mínimas, é só que ele desapareceu na trilha. O último que avistou foi o filho, mas foi um lapso de tempo bem curto que o filho falou que saiu um pouquinho da trilha e o pai desapareceu. Não temos informação de que outro romeiro viu ele acessar outro ponto da trilha, então informação é a nossa principal dificuldade”, afirmou o 1º tenente do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Luís Müller da Costa.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, outra dificuldade encontradas pelos militares é o terreno, que é muito acidentado e de mata fechada.

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