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Quais empresas de saúde foram destaque nos balanços do 1º tri? BTG avalia

Em um trimestre classificado como “desafiador” para a indústria da saúde, o BTG Pactual (BPAC11) aponta Hapvida (HAPV3) e Rede D’Or (RDOR3) como os destaques da temporada de balanços referente aos três primeiros meses do ano.

Em relatório, os analistas Samuel Alves e Yan Cesquim, destacam que os resultados foram pressionados, com as receitas desacelerando, com as empresastendo de lidar com maiores glosas (com receita negada pelos pagadores, pressões de margem, deterioração adicional na cobrança de dinheiro e balanços mais alavancados).

Em contraste com os seus pares de mercado, os consolidadores de Hapvida e Rede d’Or se destacaram com uma sólida rentabilidade, forte geração de fluxo de caixa e números operacionais inspiradores, desonerando assim suas histórias de crescimento de receita e virada de margem, mantendo as duas como as preferências do banco para o setor.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado do setor cresceu 19% no comparativo anual, com sua margem subindo 170 pontos-base (bps), enquanto o lucro líquido consolidado foi de R$ 1,79 bilhão (versus R$ 836 milhões de igual trimestre de 2023), principalmente impulsionado pelas duas companhias mencionadas. Excluindo essas duas empresas, a margem de Ebitda ajustada caiu para 140 bps no comparativo anual, e o lucro líquido diminuiu 5% anualmente.

Para o banco, o momento continua bastante desafiador para toda a indústria de saúde em 2024, com desafios persistentes de coleta de caixa e piores dinâmicas de capital de giro. O BTG, no entanto, espera que o cenário melhore gradualmente com base em outro ciclo substancial de aumento de preços. “Embora as medidas de austeridade devam eventualmente produzir resultados positivos, a virada do setor pode levar mais 12-15 meses”.

Sinistralidade

O banco aponta que a sinistralidade de planos de saúde (MLR) melhorou no comparativo trimestral, superando a sazonalidade graças a ingressos médios mais altos (superando a inflação) e iniciativas de controle de custos.

“O MLR da Hapvida caiu 130 bps no comparativo trimestral para 68%, e o da SulAmérica caiu 260 bps ante o trimestre anterior para 82,5%”, observam.

Os analistas ainda destacam que as bases de membros da maioria das empresas tiveram um desempenho melhor do que o esperado, com Hapvida tendo perdido 11 mil vidas ante a previsão de queda de 51 mil, e SulAmérica adicionou 31 mil vidas, alta em relação a previsão de 27 mil adicionadas.

O relatório ainda aponta que os resultados dos hospitais foram novamente pressionados por maiores recusas, margens mais baixas e dinâmicas de capital de giro muito difíceis. “Os dias a receber pioraram no comparativo anual para quase todos os nomes que acompanhamos”, apontam Alves e Cesquim.

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