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Réplica de jacaré feita por biólogo que promove educação ambiental causa mal-entendido em BH; entenda

O ‘falso jacaré’ que fez moradores de um condomínio em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, chamar o Corpo de Bombeiros, no início desta semana, não passou de um mal entendido, conforme o próprio criador da escultura relatou ao Terra.

Embora a confusão tenha acontecido no “dia da mentira”, a réplica encontrada no gramado do condomínio não teve a intenção de fazer uma pegadinha de mau gosto, enganar as autoridades ou assustar a população.

Em entrevista ao Terra, o biólogo Adriano Marques de Souza, que tem uma empresa de réplicas de animais para fins científicos, informou que a réplica do jacaré foi encontrada no jardim do condomínio onde ele mora. “Ao contrário do que foi noticiado em algumas mídias, não foi um ‘trote’ contra os bombeiros. Tudo foi um erro de comunicação”, pontuou. “Antes do feriado de Páscoa, eu coloquei a peça em meu jardim para exibição”.

Souza explica que a escultura foi confeccionada para ficar enfeitando sua própria casa, e para não causar problemas no condomínio, ele informou crianças, pais e vigias do local sobre a peça que estava exposta no jardim. Porém, um vigilante noturno que não estava ciente da réplica, ao vê-la, pensou ser um animal real, e decidiu acionar a polícia.

“Não houve intenção de fazer uma pegadinha. Investi 4 meses de trabalho nessa escultura por ser um desejo pessoal de ter uma peça semelhante às que faço para museus em minha casa. Acordei surpreso com a repercussão na internet, já que não moro no local e soube do incidente através de um parente da minha esposa”, contou o biólogo, que é especialista em anfíbios e répteis. 

Réplicas ‘do bem’

Atualmente, Adriano é proprietário da Bios Réplicas, empresa que trabalha no ramo de confecção de réplicas para museus, universidades e escolas. Seu principal intuito é promover a educação ambiental através de réplicas perfeitas de animais silvestres.

Na entrevista, Adriano relatou que sempre trabalhou com esculturas, mas, durante uma pós-graduação em Educação Ambiental, começou a fazer réplicas de anatomias de animais diversos, com o objetivo de ofertar uma alternativa de estudo que não envolvesse o sacrifício de animais.

Hoje em dia, as réplicas feitas por ele são confeccionadas por diversos tipos de materiais. Dentre eles: resina de poliuretano, poliéster, epóxi, arames e mantas de fibra de vidro.

O tempo de confecção depende do tamanho e quantidade de detalhes. Há peças que demandam somente um dia de produção e, outras, de 2 a 3 meses. Os custo dos produtos variam de R$50,00 a R$ 1.500 dependendo do tamanho da peça, tempo gasto para a confecção e qualidade do realismo da empenhado no produto.

Mal-entendido

Por se tratar de uma falha na comunicação, e não haver a intenção de causar danos, como em um trote contra a polícia e bombeiros. Após conversar com todos no condomínio e com os bombeiros, a situação foi resolvida.

Embora não tenha culpa, na entrevista para a equipe de reportagem do Terra, ele demonstrou preocupação com o fato de sua réplica ter mobilizado trabalhadores e assustado pessoas. “Sobre tomar alguma atitude para não haver mais problemas, acredito que agora todo mundo já sabe que o jacaré é uma réplica. Não há mais necessidade de fazer qualquer coisa ‘a não ser arrumar as partes que quebraram na hora do manejo’, informou o biólogo.

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