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Três policiais são sequestrados em unidade de polícia do Equador

Três policiais foram sequestrados nesta terça-feira (9) durante uma rebelião em um presídio no Equador em meio a uma onda de violência que o país vive.

Na segunda-feira (8), o governo equatoriano decretou estado de exceção em todo o país, incluindo o sistema penitenciário, depois de o chefe da maior quadrilha criminosa do Equador fugir de um presídio em Guayaquil.

Fito, como é o líder da gangue Los Choneros, escapou da prisão durante um motim.

O sequestro dos três policiais ocorreu na unidade de polícia Wilson Franco, em Machala, segundo autoridades. Outro agente também foi sequestrado enquanto trabalhava em um presídio de Quito.

Até a última atualização desta reportagem, a polícia seguia em busca dos oficiais.

Imagem de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito — Foto: Reprodução/@ffaaecuador

Imagem de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito — Foto: Reprodução/@ffaaecuador

O estado de exceção no Equador foi declarado apenas dois meses depois de o atual presidente, Daniel Noboa, assumir a liderança do país.

A medida, que permite o envio das Forças Armadas às ruas, valerá por 60 dias. Nesse período, estão restritos os seguintes direitos no Equador:

  • Direito de locomoção, há toque de recolher entre 23h e 5h.
  • Direito de reunião.
  • Direito a privacidade de domicílio e de correspondência (ou seja, não é preciso uma ordem judicial para que as autoridades entrem nas casas das pessoas).

Fuga de prisão

Presidente do Equador declara estado de exceção por 60 dias

No domingo (7) à noite, o Ministério Público do Equador anunciou que um dos principais criminosos do país, José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, não foi encontrado na prisão onde ele deveria estar cumprindo pena.

Fito, de 44 anos, é um dos líderes do grupo Los Choneros e considera-se que ele é um dos criminosos mais perigosos do Equador.

O comandante da polícia, César Zapata, disse que as autoridades se deram conta da “não presença” de Fito na prisão da cidade de Guayaquil onde ele cumpria pena, segundo texto do “El País”.

A polícia e o exército convocaram mais de 3.000 homens para tentar encontrar Fito, mas, até agora, o paradeiro dele continua desconhecido.

O Los Choneros começou suas atividades como um grupo de matadores de aluguel. Eles ampliaram sua atuação e passaram a também traficar drogas e praticar roubos. No Equador, os Choneros são considerados os primeiros a se associar com um grupo estrangeiro –no caso, o cartel de Sinaloa, do México.

Ele foi preso pela primeira vez no ano 2000, por roubo. Fito assumiu o controle do Los Choneros depois da morte do chefe anterior, José Luis Zambrano, conhecido como Raquiña.

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