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Esportes melhoram a saúde física e emocional

Que a prática de esportes traz benefícios a saúde, todos já sabem. Mas é importante também lembrar dos impactos sociais e psicológicos que os esportes inseridos no nosso dia a dia podem trazer para a nossa qualidade de vida. Seja através da corrida ou do futebol, os hobbies que escolhemos podem ter impactos tanto positivos quanto negativos no nosso bem estar.
Amplamente recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a prática diária de esportes é vista por todos como traço benéfico para o dia a dia da população. Podendo transformar a vida dos seus praticantes, a adoção de hobbies voltados para a prática de esportes influencia na saúde física e mental de seus praticantes. Como é o caso de Tabata de Alcantara, que apesar de hoje sentir prazer em conciliar sua rotina enquanto médica ortopedista, teve no seu pontapé inicial a busca pelo bem estar emocional para o seu dia a dia.
“Foi durante um período difícil da minha vida que eu procurei a corrida. Eu via as pessoas correndo e elas sempre pareciam tão contentes e satisfeitas ao terminar, que percebi que era isso que eu queria”, conta a médica. Tabata também relata ter encontrado dificuldades em aderir à prática de esportes de forma tardia. “Entrei na corrida após os 40 anos, então isso dificultou um pouco o meu rendimento no início. Por sorte encontrei uma assessoria de corrida para me auxiliar e acompanhar o meu progresso”, conta ela.
Hoje a médica se vê diariamente motivada para dar continuidade no esporte. Através da assessoria e do grupo de novos amigos que encontrou, Tabata encontrou na corrida uma nova rotina que no passado não sabia que faltava para o seu dia a dia. “Hoje em dia, vejo as metas das planilhas como um desafio diário que me incentiva a melhorar todo dia um pouco mais. E até mesmo quando estou desanimada, as amigas do grupo de corrida sempre me puxam, então percebo que no esporte eu encontrei mais do que um hobby, se tornou um suporte físico e emocional”, percebe.
Além da melhora física, a ortopedista também vê o impacto que a prática trouxe ao seu bem estar diário, através da melhora da sua disposição, e principalmente, no humor diário. “Hoje todos ao meu redor são gratos pela minha rotina na corrida, pois se tornou um ponto muito importante para não só o meu bem estar, mas também o de todos ao meu redor. E se eu estou me sentindo bem, também quero que todos se sintam bem”, relata Tabata.
Aos 47 anos, a médica vê o quanto a prática da corrida trouxe benefícios para a sua vida. “Apesar do esforço inicial para inserir na minha rotina, hoje em dia não enxergo mais como nenhum sacrifício, pois sei o quanto me faz bem. Consigo me ver satisfeita mental e fisicamente com o meu progresso, e ainda consigo ter amigos durante a prática, então só me trouxe benefícios”, conclui a médica.

Bem estar
A busca pelo bem estar psicológico foi o que também levou a auxiliar administrativa Denise Cabral para a prática de esportes. Mãe solteira, após o fim de difícil casamento Denise buscou na musculação uma forma de recuperar a sua autoestima. “Eu me via sem merecer até algumas vagas de emprego, de tão abalada que minha visão de mim estava. Foi na musculação que eu recuperei uma versão minha que eu nem sabia que havia dentro de mim”, conta.
Por anos acreditando não merecer alcançar sucesso, através do esporte Denise encontrou seu futuro de superação que nunca acreditou que pudesse existir. “A progressão dentro da musculação me levou a progredir em outras áreas da minha vida também, sem que eu mesma percebesse esse progresso. Nunca imaginei que eu pudesse ser referência de nada, como hoje sou dentro da minha academia. Ser vista como pessoa ‘que sabe’ o que está fazendo é algo que me emociona quando recordo o meu início”, lembra Denise.
Incapaz de se ver sem a musculação, hoje Denise pratica o esporte seis dias da semana, com a disciplina conquistada sendo aplicada também no seu trabalho. “Pude ir de 59kg a 80kg, hoje consigo reconhecer que essa conquista é fruto da minha disciplina e determinação. E eu não sabia que essa disciplina e determinação estavam dentro de mim, e isso me preenche de felicidade e orgulho do que eu me tornei”, reflete.
Hoje aos 46 anos, Denise lembra dos dias em que se sentia desmotivada com a sua realidade, e do quão importante foi a inserção dos novos hábitos na sua rotina para ela compreender o seu papel na vida da sua família. “A musculação revolucionou minha vida de uma forma que eu nunca imaginei que um esporte pudesse fazer. Ao me reencontrar e descobrir a minha autoestima, pude acreditar mais no meu potencial, e enxergar uma capacidade de fazer coisas que no meu casamento eu fui levada a acreditar que eu não podia. Foi aí então que eu pude me esforçar melhor nos meus empregos, e pude oferecer a minha filha a criação que eu sonhei pra ela”, revela Denise.

“Alcançar alguma forma de superação pessoal”

Já para o auditor Wyllo Marques, a prática de esportes sempre foi algo recorrente na sua vida. Desde criança o servidor dedica-se a esportes como atletismo e judô, e foi ainda jovem que Wyllo descobriu o seu gosto por competições, se dedicando aos campeonatos estaduais da escola ainda na adolescência, mas foi aos 45 anos que descobriu o triathlon. “Eu já praticava ciclismo há um tempo quando decidi começar os treinos para o meu primeiro triathlon, e já fui logo desafiado pela natação, que sempre subestimamos, mas é uma prática que exige muito do corpo”, revela Wyllo.
O triathlon é uma prova composta por três esportes, sendo eles natação, ciclismo e corrida. O tempo de preparo para a prova pode variar entre três a até mesmo sete meses de preparo, dependendo da duração escolhida para a prova. Apesar de haver também as provas Standard e Meio Ironman, o Ironman ‘Full’ é uma prova que consiste em 3,8 quilômetros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21 quilômetros de corrida, mesmo percurso de uma meia maratona.
Apesar das dificuldades vindas com a prática das três modalidades esportivas, a maior dificuldade enfrentada é a rotina atlética. Com treinos todos os dias da semana, o preparo necessário para o triathlon consome o dia a dia do auditor fiscal, que também diariamente se vê precisando realizar inúmeras abdicações, abrindo mão de momentos com família e amigos por precisar dedicar-se aos treinos diariamente.
“Quem quer ser atleta de alto rendimento precisa de uma dedicação maior do que para os que praticam um esporte de forma descontraída. Então acaba tendo um distanciamento do que seria uma rotina ‘normal’, uma ausência mais recorrente de encontros com familiares e amigos, porque mesmo quando você tem tempo acaba sendo consumido pelo cansaço dos treinos ou precisa descansar para o treino no dia seguinte”, revela o auditor.
Tendo participado de mais de 30 provas do Ironman, sendo destes 9 Ironman ‘Full’, Wyllo está constantemente em treinamento para as provas futuras. “Hoje em dia há muitas corridas de rua, muitas pessoas participam, mas poucos ali estão na corrida para ganhar algo, a maioria está lá por querer alcançar alguma forma de superação pessoal. E no triathlon é do mesmo jeito, as pessoas buscam participar como forma de provar a si mesmos que são capazes de realizar um percurso tão desafiador”, revela o triatleta
Enxergando a prática esportiva além dos treinamentos, o auditor reflete sobre os benefícios que a dedicação ao esporte pode inserir na vida dos seus praticantes. “O principal benefício é a disciplina, para ser atleta, em qualquer nível, é preciso ter uma organização nos horários, para poder realizar tudo dentro do planejamento previsto. Então, a logística do seu dia acaba sendo mais arrumada”, alerta o triatleta.
Hoje delegado da Receita Federal, Wyllo vê a sua dedicação ao esporte refletindo no seu ambiente e desempenho no trabalho. “A mentalização voltada para a dedicação e desempenho no esporte acaba sendo diretamente aplicada no trabalho. Uma vez que você internaliza o ‘espírito’ de atleta, isso se torna um direcionamento para todas as áreas da sua vida, tornando o atleta condicionado a sempre dar o melhor desempenho possível em todas as áreas da vida”, enfatiza.
Mesmo com as abdicações diárias, Wyllo reconhece o prazer que sente na participação de competições de alto desempenho. “Eu me sinto extremamente satisfeito, é uma coisa que me realiza na minha vida. Mesmo passando às vezes três a quatro meses sem um dia de folga, eu sei que é no esporte que eu me realizo”, reconhece Wyllo.

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